Já que o Sr. Marcelo Aratum não fez até ao momento, questão em inserir o seu texto neste espaço de comentário, tomo a iniciativa de o fazer, para depois dar a minha resposta.
Segue o texto.
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ABRAÇO DO PRIMEIRO MINISTRO
Um algo inesperado, muitas vezes, nos deixa tão alegre, saltitando de um lado para outro, de mãos navegando nos ventos e exibindo-se da vitória. Era o que esperávamos, a promessa? Devagar gente, esse comportamento, pode nos levar a duvidar da nossa própria dita honestidade, das nossas críticas repetitivas e sem soluções. Por favor, Liga-se! Abraçar o primeiro ou segundo representante da nação, não significa para se ostentar tanto, até a ponto de lançar indireto aos nossos críticos, chamando-os: defensores do governo. Mostrando-lhes que a nossa crítica foi bem recebida pelo primeiro homem do governo. Com relação a isso, não passa de uma falácia nossa, porque não tem necessidade alguma, de defender a quem não merece, ou seja, ninguém tem interesse para isso, a menos os advogados. Simplesmente, ficamos, às vezes, à frente, servindo-nos de blindado, defendendo interesse nacional, quando alguém pretende distribuir o ódio, desestabilizar o país, implantar racismo, aliás, racismo não, já que, o país não é feito de mestiços, mas querendo dizer do etnicismo. Abraço do Primeiro Ministro é tão interessante, porque os governantes devem-se aproximar sempre dos cidadãos, sentir seus cheiros, sentir suas necessidades, olhar nos seus olhos, aí vai. Mas, isso não deve servir de motivos para comemorar a vitória e atingir, imperceptivelmente algumas pessoas que, em certos momentos, havia criticado alguns artigos e comentários inconvenientes. E hoje, vamos acusar essas pessoas, de defensores do governo? Não, não acredito. Os guineenses defendem o valor, a estabilidade e a dignidade da nação. Tais valores estão acima de qualquer interesse individual. Todos nós sabemos que o nosso Aparelho do Estado é tão frágil e, qualquer irresponsabilidade pode desestabilizá-lo. Porém, incansavelmente, matamo-nos a defender a nossa sagrada nação. Mas, se a nossa defesa é a razão de nos acorrentar e condenar, estamos prontos que isso aconteça. Repito, os guineenses defendem a nação que está acima de interesse de qualquer pessoa. Primeiro Ministro não é a nação, mas sim, um dos representantes da nação. Ele é como uma gota de água no oceano. A nação é constituída pela sua essência e seus valores, que é o povo guineense. As pessoas entram e saem, mas, a noção continua fisicamente firme, por isso, matamo-nos a defendê-la, defender os valores que os nossos ancestrais nos deixam. Sabemos que, quando chispam as duas pedras, saem às faíscas, das faíscas explode o fogo, dependendo da explosão, poderia queimar todo mundo, tal mundo inocente, que defendemos.
Voltando à promessa vergonhosa e precipitada do nosso glorioso Primeiro Ministro: de levar à Assembléia, o debate sobre a dupla cidadania. Por isso, eu chamo alguns camaradas de: pretensiosos. É verdade, estamos sendo despertados, cada vez mais, a descobrir as intenções de certas pessoas que escreviam intrigas para esperar, um dia, um abraço, um sorriso e a promessa dos nossos representantes. Também, isso comprova a verdadeira fragilidade do governo, de calar a boca dos pretensiosos com a promessa nojenta. Na história do país, o povo geralmente vivia e vive sob as diferentes lágrimas, então, por que o governo não faz questão de organizar um congresso nacional sobre a reconstituição e reconciliação do país? Por que o governo não leva à Assembléia, para ser debatido o problema social, da educação, da saúde? Etc. Ainda falando da educação, pilar fundamental para o crescimento de uma nação, em que as crianças, os jovens, os adultos, etc. são incentivados a se integrar a ela. Até nas universidades é visto esse gesto, falando do Brasil, os estudantes que se apresentam mais necessidade, recebem auxílio do governo para sustentar seu estudo. Ao contrário do nosso país, em vez de incentivar os jovens ao estudo, cobram deles, nas escolas publicas, as mensalidades. Nem se interessa da situação econômica dos pais, ou se eles têm dez ou cinqüenta filhos para sustentar. Aí vem a pergunta para o Primeiro Ministro e seus súditos (os abraçados) se preocupam a levar essa situação tão delicada ao parlamento, para ser debatida? Ou se acha que o governo não tem dever de oferecer um ensino de qualidade e gratuito aos jovens? Qual é dever do Estado, então? Desde já, em toda situação, o povo que se vira. Discutir o problema social e da educação em particular tem menos importância? O mais preocupante é debater a dupla cidadania? Sempre falo, os guineenses reflexivos estão de olho, nas manobras e, também, esperando o desfecho dessa estória.
Portanto, lembre-se de que, Guiné-Bissau sempre será governada pelos guineenses, vivida pelos guineenses tanto nos momentos de lágrimas quanto nos de alegria. Já que, não têm para onde correr e nem têm documentos de fuga para apresentar nas embaixadas. Reflita-se! Guineense é sentido no coração, não nas papeladas. Nunca vou deixar de repetir essa risonha e inquietante oração: Guiné-Bissau é dos guineenses e mais nada.
Todos podem nos ensinar algo.
Aprendi a me calar com os faladores,
A tolerância com os intolerantes
E a cordialidade com os grosseiros.
Khalil Gibran
Marcelo Aratum
Graduado em Letras
Professor colegial
Brasil
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