Caro Didinho:
Bem Haja ao Dr. Amine Saad, pela frontalidade com que se propõe, sem subterfúgios nem delongas bajulantes, trazer à normalidade legal a vida de todos quantos vivam na Guiné-Bissau, nomeadamente, acabando com prisões arbitrárias, combatendo e acabando com a corrupção e, combatendo e acabando com o TRÁFICO DE DROGAS NO APARELHO DO ESTADO!
Assim queira o poder político, e tal será mais fácil do que possa eventualmente parecer, senão vejamos:
Em uma sociedade em quase todo mundo conhece (ou diz conhecer) a vida de todo mundo, bastara aliar a efectiva vontade política à manifesta e reiterada oferta de ajuda humana e logística, dos variados organismos e instituições internacionais, especializados no combate ao narco-tráfico, e todos os impecilhos, serão removidos com muito maior facilidade.
Pena que, a manifesta vontade política, não traduza a seriedade merecida, não passando assim de mera retórica discursiva, justificadora de ao final, se servirem alguns canapés entre uma rodada e outra do mais caro champanhe francês!
Se assim não fosse, não escutariamos o empossador rogar ao empossado, que faça o que ele como Supremo Magistrado, não teve a caragem de fazer, no âmbito de suas atribuições constitucionais, quanto mais não fosse, para que servisse ao menos de exemplar medida moralizadora, enquanto Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, a determinação da imediata entrega ao Ministério Público de toda e qualquer documentação em poder dos militares e atinente aos inquéritos presumidamente por eles instaurados na sequência dos assassinatos de seus anteriores Chefe do Estado Maior e Comandante-em-Chefe, e à Justiça, os responsaveis intelectuais e materiais pela prática dos actos.
Se assim não fosse, teria S.Exa o sr. Presidente da República, tido a coragem de reservar para sí, a prorrogativa constitucional de exclusividade de competência para a nomeação da chefia do Estado Maior das Forças Armadas e respectivos ramos, Exército, Marinha e Força Aérea, ao invés de covardemente, haver prestado vassalagem, com a aceitação do statuos quo, de um comando que, sequer foi nomeado interinamente, por um presidente interino, aliás, ao que se sabe, sequer os seus oficiais superiores (dos ramos a que pertencem) os indicaram, ao que se sabe, um se constituiu em porta-voz e o outro, após partícipe ativo de ação sanguinária, se fez presente, como seu fiel escudeiro, para daí, conluidos, usurparem a hierarquia castrense e tomarem de assalto a chefia do estado maior, trazendo instabilidade a instituição militar e medo a sociedade civil.
O Sr. Presidente da República, como cientista político que diz ser, sabe ou deveria saber, que zelar (como prometeu) para que a justiça seja efectivamente e sempre administrada em nome e no interesse do povo, tem que se ser ético, e ser ético, começa, ou deveria começar, pelo combate e não pela indicação, nomeação ou confirmação para a ocupação de cargos públicos (quaisquer que seja o nível de responsabilidade da função a exercer) e muito menos para o orgão que por excelência defende ou deveria defender a soberania pátria, de individuos com apetência para a prática rebiditiva.
O sr. Presidente, enquanto licenciado em ciências políticas, como informa ser, sabe, ou deveria saber que para que se tenha autoridade moral, necessário se faz, ser ético na conduta imprimida às ações concernentes ao desempenho de suas funções, e assim sendo, ao invés de ensejar que o Procurador Geral da República por sua parte, faça alguma coisa no sentido de impedir que associações criminosas continuem a tirar impunemente partido da fragilidade do estado, usando o território nacional como ponto de passagem de estupefacientes para outras passagens (provavelmente, quis dizer paragens) do mundo, deveria dar o exemplo, começando por fazer a sua parte, mormente, determinando o retorno imediato e incondicional das Forças Armadas aos quartéis e à sua submissão nos termos constitucionais, ao poder político constituido e, o exercício único e exclusivo da razão de sua existência: A vigilância e defesa do espaço aéreo nacional, a vigilência e fiscalização do mar soberano, o patrulhamento e fiscalização das fronteiras terrestres, enfim, a contribuição prática no combate ao nacotráfico e, a efetiva defesa da soberania nacional.
Como licenciado em ciência palítica, como informa ser, sabe ou deveria saber, que ética, não é questão de função, é Opção que se faz para a vida toda, e até para optar, necessitamos ter coragem! Como disse em outra oportunidade, Quém não tem coragem de ao menos tentar começar, é porque já acabou! Pense nisso, Sr. Presidente, pense nisso!
Mantenhas
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